quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Osteoporose e as Quedas





A prevenção é o melhor caminho para evitar as quedas provenientes da Osteoporose, a identificação dos fatores de risco é a principal meta na introdução de estratégias efetivas de prevenção da fratura em pessoas com suspeita de osteoporose.
O ortopedista Ildeu Almeida, presidente da Regional Mineira da Sociedade Brasileira de Ortopedia e traumatologia, explica que é importante fazer uma “reserva óssea” desde a infância. Deve-se adotar uma vida saudável,  alimentação  com fontes de cálcio  e fazer exercícios físicos, caso contrário, as perdas de massa óssea pode ser maior e conduzir às pessoas a osteoporose precocemente.

O cálcio é um mineral que o organismo necessita para realizar diversas funções, como:

  • Formação e manutenção de ossos e dentes;
  • Facilita a queima de gorduras;
  • Coagulação do sangue;
  • Regulação do ritmo cardíaco;
  • Transmissão de impulsos nervosos.

Muitos brasileiros preocupados com o bem-estar e a aparência, já mudaram radicalmente seu modo de vida, buscando alimentação saudável, a prática de esportes e vitamina D.Para viver mais e melhor é fundamental também, manter a saúde dos ossos que auxilia fortalecimento de músculos, inclusive o coração e o diafragma.

A maior parte do cálcio presente no corpo humano está nos dentes, ossos e o esqueleto é nosso depósito, pequena parte circula no sangue e outros tecidos, segundo os médicos. O organismo realiza suas funções vitais obtendo o cálcio proveniente da alimentação ou retirando-o dos ossos.

A absorção do cálcio em diversos alimentos é através da parede do intestino delgado. Diariamente ocorre pequena perda de cálcio pela urina. É importante repor essa perda por meio da alimentação. Para que ocorra uma adequada absorção de cálcio é necessária garantir a presença da vitamina D3, que se faz presente no organismo, através da exposição do indivíduo aos raios solares, no mínimo, em um terço do corpo (as duas pernas ou os dois braços, como exemplo) por vinte minutos, sem protetor solar, porém, é indispensável antes da exposição ao sol, a consulta ao dermatologista, para evitar o câncer de pele. Caso tenha contraindicação ao sol é possível ingerir a vitamina em gotas.

A necessidade de ingestão diária de cálcio é aproximadamente de 1.000mg, porém atingir esta meta não é fácil, alguns alimentos possuem em média a seguinte concentração de cálcio:


  • Meio Prato de couve 80mg;
  • Um copo de leite 250mg;
  • Uma fatia de queijo minas 250mg (tamanho de uma caixa de fósforos);
  • Iogurtes enriquecidos 500mg (algumas empresas de laticínios).


Muitos especialistas acreditam que crianças sedentárias, sem alimentação balanceada e ingerindo refrigerantes em excesso, são candidatas a adquirir a osteoporose depois, na idade adulta. A maioria das pessoas só se lembra da saúde quando começa perdê-la e a osteoporose apesar de prejudicar, na maioria das vezes, na fase adulta, pode ser prevenida e evitada na fase inicial da vida.
Segundo Ministério da Saúde entre 2008 e 2013 houve um aumento de quase 30%, nas fraturas em idosos. O Brasil possui atualmente cerca de 14,9 milhões de pessoas idosas, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
A gravidade das lesões estão relacionadas em cair do mesmo nível ou em outro inferior e as partes do corpo mais atingidas são vértebras, punhos, quadril e a região do crânio.
As consequências das quedas incluem: dor, perda da confiança, medo de quedas subsequentes, restrição das atividades diárias (tais como: vestir-se, caminhar, limpar a casa ou praticar esportes), tornam incapazes de andar sem ajuda, necessitam de cuidados de longa duração, redução da independência e prejuízo financeiro.
Estudos demonstram que nos meses de inverno e dias mais frios há um
aumento da incidência de quedas.Não espere os ossos ficarem frágeis, fracos,  lhe causar fraturas, comece agora  a fortalecê-los, pois, os acidentes podem ocorrer em casa, no jardim, na rua, em todos os lugares e causar incapacidade temporária ou permanente.

Fontes:
Jornal Estado de Minas
Fonte Revista Bras Reumatol, v. 43, n. 6, p. 364-8, nov./dez., 2003.